CASO ROYAL (Atualizado em 26/10/2013
Parecer solicitado pelo MP aponta "condição insalubre" em um dos canis do Instituto Royal . Documento afirma que cães dormiam sobre fezes no local chamado de “canil estoque”.
A pedido do Ministério Público, que investiga denúncias de maus-tratos a cães no local.
Um dos objetivos foi analisar as condições dos animais usados durante as pesquisas científicas. O R7 teve acesso com exclusividade ao relatório produzido pelo professor Sérgio Greif, co-autor do livro "A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua Saúde em Perigo" e autor de "Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela Ciência Responsável".
De acordo com o documento, um dos pontos considerados críticos pelo profissional foi o chamado “canil estoque”, para onde os filhotes de beagle eram enviados após o desmame. É nesse lugar em que eles aguardavam sua utilização nos procedimentos experimentais, em uma espécie de “biotério de cães".
Na avaliação de Greif, as condições dos cachorros nesse local especificamente se mostraram “bastante inferiores” às encontradas naqueles que estavam no “canil maternidade” e “canil experimental”. Apesar de contarem com uma área de recreação, os animais, após recolhidos, eram colocados em gaiolas suspensas de 2,15 x 1,97 m ou 1,80 x 1,30, com quatro a cinco beagles, cada uma. Segundo o relatório, o odor de fezes e os latidos criavam “uma condição estressante e insalubre”. O parecer destacou:
“As gaiolas são colocadas a uma distância do chão, de modo a facilitar a limpeza, no entanto, por ocasião da inspeção, verificou-se que na sala onde estavam abrigados os machos o piso das gaiolas já se encontrava sujo de fezes e pisoteado pelos animais, e seria naquele local que os cães passariam a noite, ou seja, os cães necessariamente teriam de dormir sobre as próprias fezes”.
Ainda de acordo com o relatório, os beagles permaneciam no canil estoque entre três e quatro meses, dependendo do estágio de desenvolvimento dos filhotes exigido em protocolo experimental.
Ainda sobre o canil estoque, nas considerações finais, Greif enfatizou que não havia “justificativa científica” para conter os cães em gaiolas suspensas por aquele período, uma vez que os cachorros não estavam sendo utilizados em procedimentos e não havia porque mantê-los com aquelas restrições.
FONTE R7
Mais informações no link:
http://r7.com/Jh72

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